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Astro-Fotografia Paisagística – Via Láctea

Mina e Ruinas de São Domingos

Mina e Ruinas de São Domingos

 

Trata-se de um tipo de fotografia muito interessante e que me desperta particular interesse. Em resumo, dou algumas dicas do equipamento e técnica necessária para a sua realização.

Equipamento

 

Câmara
Uma câmara de preferência com sensor full frame e com uma boa capacidade nos ISO’s é muito importante para não deixar as fotografias com demasiado ruído. Embora seja possível fotografar com câmaras não full-frame, as fotos terão um pouco mais de ruído.

 

Lente
Uma lente grande angular de 14mm a 35mm, com uma abertura entre f/1.4, f/1.8 e f/2.8, por exemplo será o mais indicado. As lentes que utilizo são a Nikon 14-24mm 2.8 e a Sigma 15mm Fisheye 2.8, ambas com muito bom Sharp para este tipo de fotografia.
Um tripé estável e bem construído é essencial devido aos longos tempos de exposição. Um bom tripé vai durar uns bons anos por isso é preferível gastar mais uns euritos na altura da compra.
Uma lanterna é muito importante para vermos o que estamos a fazer, onde caminhamos e também para iluminar o primeiro plano das fotos. Se a lanterna tiver potência, é muito útil também na altura de efectuar a focagem da lente.

 

Local
A escolha de um local longe da poluição luminosa da cidade e um céu escuro é o mais importante para ver a Via Láctea. Para saber qual os locais mais apropriados a este tipo de fotografia costumo consultar o site da Dark Site Finder.
Verifique a fase da lua. Até 4 dias antes e/ou depois da lua nova é a altura ideal. Eu uso o The Photographers Ephemeris, para planear onde e quando vou fotografar. O programa, além de dar a localização do sol e da lua, também mostra as fases da lua, a hora do nascer e pôr-do-sol e da lua, entre outras funcionalidades.
O Stellarium, é um software gratuito muito útil. Com este software é possível ver com precisão como o céu estará em determinada hora e local.

 

Para uma melhor visualização, clicar no quadradinho inferior da imagem e visualizar em ecrã completo.

 

Técnica
Focagem
Focar á noite é um desafio. Para focar utilizo uma lanterna iluminando um objecto distante, Efectuado o foco, de seguida passo para foco manual e não mexo mais no mesmo até acabar a sessão. Outra possibilidade de foco é usar o Live View, fazer zoom numa estrela brilhante (com o botão de zoom do live view, e não o zoom da lente) e focar manualmente. Convém efectuar fotos de teste para saber se as estrelas estão bem focadas antes de iniciar o fotografia que se pretende.</p>

 

ISO
O ISO elevado é importante para a captura de uma Via Láctea brilhante e bem definida. Esta é a única maneira de captar luz suficiente para criar uma grande imagem. Comece com ISO’s entre 1600 e 3200.

 

Velocidade
A velocidade do obturador é outro factor importante para fotografar a Via Láctea. Quanto mais tempo o obturador estiver aberto, mais brilhante e nítida ficará. Mas não podemos esquecer que a terra tem movimento. Se deixar o obturador aberto durante muito tempo, vai ficar um rastos das estrelas, o que poderá não ser desejável por exemplo para fotografar a Via Láctea. Para evitar captar esse movimento das estrelas, existe uma regra que se chama de “regra 500”.
A “Regra 500” é um cálculo matemático, para saber o tempo máximo de exposição antes das estrelas começarem a deixar rastos de luz na fotografia. Para efectuar o cálculo numa câmara Full-frame fazemos a seguinte operação, de 500, dividimos pela distância focal de lente, o resultado é o tempo máximo de exposição em segundos. Numa câmara “crop” multiplica-se o factor crop pela distância focal.. e depois.. regra dos 500.
Exemplo, Câmara Full-frame com uma lente de 14mm:
500/14= 36 Segundo de tempo máximo de exposição para esta lente

Abertura
A abertura, deve ser a menor possível ( f/2.8, f/1.8, f/1.4, etc.), isso vai depender da lente que se está a usar. Não esquecer que temos da capturar o máximo de luz possível no tempo máximo disponibilizado pelo cálculo anterior. Quando falo na menor abertura possível, claro que estou a falar em termos de “f” pois neste caso o menor “f” corresponde a maior abertura possível.

 

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