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Time-lapse de estrelas

Time-lapse é um vídeo, montado a partir de fotografias ou vídeo, onde tudo se passa de uma maneira mais rápida do que na vida real. Qualquer vídeo, nada mais é do que imagens (“frames”) exibidas rapidamente. No nosso sistema (PAL Secam), utilizamos por norma 24 imagens (frames) por segundo.

Ao utilizar uma câmara de filmar convencional com o objectivo de filmar 1 minuto, vamos ter como resultado, 24 frames por segundo, assim num minuto vamos ter (24F x 60seg.) 1440 frames. Se retirarmos 1200 frames deste filme a intervalos regulares vamos ficar apenas com 240 frames e 10 segundos de filme. Este é o processo utilizado para fazer um time-lapse. Tiramos fotos em intervalos regulares e depois o filme é montado um software apropriado. Cada foto é um frame desse mesmo vídeo.

 

Que assuntos dão um bom time-lapse?

Não esquecer estamos a tirar uma série de fotografias a um intervalo fixo de “algum tempo” entre fotos. Se vamos fotografar um motivo sem movimento no intervalo do nosso timelapse o resultado não será muito agradável. O mesmo acontecerá com movimento demasiado rápidos no motivo. Por exemplo de um bom motivo para fotografar um timelapse de rápida execução (menor que uma hora) são as nuvens. Um timelapse de uma execução um pouco maior pode mostrar o movimento das estrelas resultantes da rotação da terra. Podem ver o Outono a aparecer, uma arvore a ou uma planta a crescer, a maré a encher ou vazar.

 

 

O intervalo entre as fotos também depende muito do assunto escolhido. Para nuvens o tempo entre fotos varia de 2 a 5 segundos dependendo da sua velocidade. Quanto mais rápido elas se moverem, menor deve ser o intervalo entre as imagens para, quando se estiver a ver o timelapse, não existirem “saltos” e o movimento dar a sensação de fluidez. No caso de estrelas podemos considerar uma foto a cada 30 seg. Se for o crescimento de uma planta num ambiente controlado pode ser uma foto por hora, etc. O importante mesmo é ter a noção da evolução do assunto escolhido e é sempre melhor ter fotos a mais do que a menos.

 

Planear um time-lapse de estrelas

1: Escolher a data

A melhor data para preparar um time-lapse das estrelas é na altura da lua nova (+/- 3 dias). A previsão meteorológica também é importante, porque as nuvens podem ser um problema, se elas cobrirem grande parte do céu.

2: Escolha o local

A escolha de um local longe da poluição luminosa da cidade e um céu escuro é o mais importante para ter muitas estrelas no céu. Para saber qual os locais mais apropriados a este tipo de fotografia costumo consultar o site da Dark Site Finder.

3: Escolha o seu equipamento

Muitas câmaras já fazem o time-lapse automaticamente, mas é muito importante que a mesma permita o controle manual. Uma lente grande angular e com um “f” de 2.8 ou inferior pode resultar numa qualidade de imagem acima da media. Outro equipamento fundamental é o comando temporizador, para poder tirar fotos em intervalos diferentes. Alguns já estão incorporados na maquina, mas se o sua não tem, pode sempre comprar um barato numa loja. Um cartão de memória de grande capacidade para armazenar as imagens e um tripé forte, estável e robusto vai completar o equipamento necessário para fazer um time-lapse de qualidade. Não levantem a coluna do meio do tripé e, nos dias com algum vento não levantem muito o tripé. Tentem ter as baterias cheias e/ou um punho.

4: Prepare a sua Câmara

Muito importante, desligar todas as opções desnecessárias como redução de ruído e remoção de vinhetagem, para diminuir o tempo de processamento da Câmara e economizar a bateria. Fotografar em modo RAW.

Foco: Use a estrela mais brilhante no céu para o ajudar a definir o foco. Utilizando o monitor da maquina depois de tirar uma foto para teste convém verificar se ficou mesmo focado. Faça uma primeira foto como teste e amplie no lcd da máquina. Se as estrelas tiverem o aspecto de “bóias” com o centro mais escuro então a imagem não está focada.

Abertura: Abra o diafragma o mais aberto possível, f2.8 ou mais rápido é preferível para obter o máximo de luz no sensor.

ISO: Configurar o ISO para o máximo possível, sem acrescentar demasiado ruído à imagem. Para câmaras Full-Frame utilize 3200 ou 6400 ISO e para câmaras com factor crop utilize um máximo de 1600 ISO.

Balanço do brancos: Fotografando em RAW ou não, ajuste o balanço de branco como “incandescente” ou defina manualmente a temperatura de cor para 3400K para ter um o céu azul nocturno. O RAW dá uma maior flexibilidade “pós produção” mas fica já certo.

5: Defina o tempo de exposição

O obturador necessita de deixar entrar a luz suficiente, mas também precisa deixar o tempo de exposição, o menor possível para eliminar a possibilidade de criar um arrasto de estrelas, que é o que acontece quando a exposição é muito longa.

Uma leitura do meu artigo Astro-fotografia paisagística – Via Láctea é aconselhável.

6: Vamos fotografar

É necessário programar o temporizador para definir o intervalo do tempo de exposição da câmara mais o tempo de gravação (buffer). Este tempo de buffer deve ser pelo menos 3 segundos para dar o tempo suficiente para processar e gravar os dados no cartão de memória.

Agora é necessário calcular a quantidade de fotos para depois montar o filme. Uma boa base de trabalho são cerca de 300 fotos, já que 300 frames são iguais a cerca de 12 segundos de filme. Para fazer 300 fotos necessitamos de 150 minutos, ou seja, 2h30m.

7: Processamento

Para a montagem do conjunto de imagens num vídeo time-lapse vai necessitar de um software apropriado. Existem vários sendo que o mais adequado depende de se pretende o resultado final com mais ou menos qualidade.

LRtimelapse
After Effects
Premiere Pro
PowerDirector
Sony Vegas pro

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